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Com a saúde do pet em dia

Uma boa qualidade de vida ao animal de estimação depende de acompanhamento com veterinário e exames na frequência certa

Por Gabriela Custódio
Foto: Camila de Almeida
Camila de Almeida

Criar um bichinho de estimação é assumir responsabilidade com uma nova vida. Além de comprar ração, cama, brinquedos e acessórios apropriados, é importante manter a saúde do pet em dia, garantindo todos os exames e remédios necessários para cada fase da vida de gatos e cachorros. Para isso, é necessário, sobretudo, que as visitas ao veterinário sejam parte da rotina para se detectar e, até, prevenir doenças.

O passo inicial, com filhotes, é levá-los à primeira consulta para avaliação da saúde, aplicação de vacinas, vermifugação. É nesse momento que os donos serão orientados sobre alimentação, tosa e banho. Em seguida, o ideal é que seja realizado um check-up a cada seis meses, a fim de que exames rotineiros - como parasitológicos, hemograma, perfil hepático e renal e urinálise. No caso de gatos, é importante, ainda, realizar exames de FIV (Imunodeficiência Felina ou Aids) e FELV (leucemia felina) a partir dos três meses.

Atenção aos sinais

Nem sempre, porém, os indícios de doenças são claros e, assim, podem passar despercebidos. No caso de cachorros, que têm maior resistência a dores, é preciso estar atento se eles apresentarem sintomas como tosse, irritação, descamação da pele, prurido e alteração na cor e na consistência das fezes. Como muitas doenças têm sintomas parecidos, é necessário realizar exames para se chegar a um diagnóstico.

Cuidados necessários ao pegar a estrada

Tem um animal de estimação e quer levá-lo na sua próxima viagem? veja dicas que vão ajudar você a não ter problemas durante os dias de folga

Por Gabriela Custódio
Foto: Javier Brosch/Shutterstock
Javier Brosch/Shutterstock

Seja no fim de semana ou em um período mais longo de férias, nada melhor que viajar para sair da rotina e renovar as energias. Quem vive com animais de estimação, porém, pode ter dificuldades para inserir o pet nos planos de viagem da família. O que não pode faltar durante os passeios? Como preparar o animal para passar um tempo fora de casa? Como transportar os bichinhos em viagens de carro? Muitas são as dúvidas, principalmente para quem acabou de ganhar, comprar ou adotar um animalzinho.

Para que os animais não se estressem nem se machuquem durante a viagem, é necessário tomar uma série de cuidados com eles. A Drogavet, empresa de manipulação veterinária, e a Mapfre Assistência dão algumas dicas para quem vai partir para uma aventura ou descanso e quer levar o animal de estimação. Carteira de vacinação, kit higiênico, remédios e coleira de identificação são alguns dos itens que, segundo de acordo com as empresas, garantem que o pet esteja mais seguro fora de casa. O conforto durante o translado e estar por dentro das regras que norteiam os deslocamentos aéreos e terrestres realizados por companhias dos segmentos podem ajudar.

Para lidar com a perda do pet

Ao vivenciar as fases de despedida do animal e as etapas do luto, crianças podem aprender a lidar com outras situações de perda

Por Gabriela Custódio
Foto: Sergey Nivens/Shutterstock
Sergey Nivens/Shutterstock

É cada vez mais comum que os animais de estimação sejam tratados como membros da família pelo laço afetivo que é criado. Por esse motivo, o sentimento gerado pela sua  perda não deve ser menosprezado. No caso das crianças, o processo pode ser uma forma de elas aprenderem a lidar com perdas ao longo da vida.

“Acontece o processo de luto naturalmente, [como se fosse uma pessoa]. Não na mesma forma de dor e sofrimento, mas também é um ente querido da família”, afirma Ana Cristina Nogueira, psicóloga especialista em perda, luto e suicídio e que tem parceria com o crematório Memorial Pet. De acordo com a profissional, é normal que, nesse momento, haja tristeza, solidão, sentimento de culpa, e falta de apetite. As crianças podem apresentar, ainda, sintomas como barganha e momentos de revolta.

Lidando com a situação

Segundo Ana Cristina, a dor passada por crianças com a perda de um cachorro ou gato é ainda mais forte que nos adultos. “Ela não tem a capacidade de perceber que existe uma vida depois de o pet morrer”, afirma. Para ajudar nesse momento, é importante que os pais conversem com os filhos e expliquem, com linguagem acessível, o que aconteceu com o animal de estimação.
A psicóloga acrescenta que é importante respeitar a dor da criança e acompanhar os rituais de despedida do pet. “É interessante para compreender que existe princípio, meio e fim. Quando crescer, [a criança] vai ter mais forças para superar as dificuldades de perda que tiver no futuro”, explica. O processo, porém, não deve se prolongar por muito tempo. “Se nos três primeiros meses ela se lembra do animal e faz comparações, é normal. Depois disso, é bom procurar auxílio [psicológico].”

Serviço diferenciado

De acordo com Raíssa Vasconcelos, diretora do crematório Memorial Pet, é importante tornar o momento da despedida do animal de estimação o mais tranquilo possível para a família. Ela explica que, além de oferecer a estrutura para realizar a cremação e eventos como o velório, a equipe é treinada para tratar o pet e a família com respeito - inclusive na maneira de realizar a coleta do animal. “Tem muita gente que acha besteira, mas vemos que a família sofre como se fosse um parente. Tentamos ao máximo fazer de tudo para que esse momento seja o menos traumático para eles”, afirma.

Tire as maiores dúvidas sobre a castração de animais

Profissionais desmistificam o processo cirúrgico recomendado para pets

Por Alice Falcão

A castração de animais de estimação é bastante indicada pelos profissionais de veterinária. No entanto, existem alguns pontos não esclarecidos sobre a prática. Com isso, os profissionais Ederson Freitas da BubuPET, Nayana Amorim da Clínica Mania de Cachorro e Audrey Franco da Clínica Veterinária Dr. Eduardo, respondem perguntas mais frequentes sobre o procedimento:

Veterinária Nayana Amorim (Mania de Cachorro)

O procedimento é perigoso?
“Toda cirurgia possui riscos, sendo eles mínimos. Se for realizada em uma clínica veterinária regularizada, com um profissional competente, acompanhada por um médico veterinário anestesiologista, com toda monitorização do paciente durante a cirurgia, os benefícios serão bem maiores que os riscos”, responde Nayana Amorim, veterinária.

O procedimento traumatiza o pet?

“A cirurgia feita em um centro cirúrgico, por um médico veterinário, com anestesia adequada e medicamentos pós-operatórios não traumatizam em nada os animais. Nos primeiros dias ele diminuirá os exercícios, mas com o passar dos dias retornará às suas atividades normais”.

A esterilização é recomendada em qualquer idade?

“A castração, antes do primeiro cio, diminui consideravelmente as chances do animal desenvolver tumores de mama e de próstata. Recomendada a partir de seis a nove meses de idade”.

Castração deixa o animal mais preguiçoso?

“Um cão ou gato castrado não sentem necessidades de saírem a procura de um parceiro para procriar. O que diminui riscos de fuga, saídas e briga entre eles, evitando assim a transmissão de algumas doenças e atropelamentos. Porém, um animal castrado pode ser tão ativo quanto um não castrado, isso vai depender do temperamento de cada animal”.

Veterinária Audrey Franco (Clínica Veterinária Dr. Eduardo)

A castração diminui a incidência de câncer no animal?

“A castração diminui a incidência de câncer relacionados ao aparelho reprodutor, bem como aqueles que podem surgir por estímulo hormonal”.

É melhor castrar antes da puberdade?

“Castrar antes da puberdade evita surpresas desagradáveis como a gravidez indesejada, já que o cio pode ocorrer sem que os tutores percebem. Porém, alguns estudiosos questionam se isso não poderia causar prejuízos no desenvolvimento do animal devido à ausência da atuação hormonal no processo”.

O animal engorda por conta da castração?

“O metabolismo do animal sofrerá alterações e normalmente, ele se torna mais pacato e quieto. Mas o mercado oferece rações específicas para animais castrados para controle do sobrepeso”.

Miados desenfreados e agitação podem ser reduzidos?

“Sim, no caso dos miados das gatas no período do cio ou do gato ao perceber a presença da fêmea nesse período. A agitação irá diminuir dependendo da causa dela”.

Veterinário Ederson Freitas (BubuPET)

Animais castrados precocemente demarcam território?

“Não demarcam território. Animais territorialistas, depois de castrados, podem manter os hábitos, mas em uma castração precoce (6 a 14 semanas) bem executada a ausência dos hormônios sexuais evita o surgimento dessa necessidade. Mas há de se ressaltar: urinar em locais inapropriados, não ocorrem exclusivamente por territorialismo. Gatos, por exemplo, o fazem por estresse, medo, insegurança”.

Os gatos diminuem o envolvimento em brigas?

“Sim. Diminuem significativamente, porque reduz necessidade de lutar por um território ou por parceiros de acasalamento, por exemplo.  Principalmente, se a castração for precoce. Gatos castrados adultos, depois de um comportamento sexual já estabelecido, tendem a manter seus hábitos de passeios, o comportamento de defesa (até porque o declínio da testosterona, nos machos, é lento e gradual) e ainda se envolve em algumas confusões. Mas, sem dúvidas, diminui. Também vale salientar, que em colônias de grande concentração de animais sempre haverá disputas, é um estabelecimento natural de hierarquia para comer e dormir. Esses conflitos existirão mesmo com a castração”.

O animal violento fica mais manso?

“Não. Em alguns casos, como na agressividade por territorialismo, a castração entraria como um adjuvante, apenas. Por se cortar o estímulo hormonal para o comportamento se facilita a correção. Mas a agressividade é um problema multifatorial, que na maioria das vezes, envolve a dinâmica do animal com a família. A sua correção passa pela avaliação e tratamento com um profissional comportamentalista”.

O pet ainda demonstra necessidades sexuais?

“Se for precoce não. Se for um animal castrado adulto ainda demonstrará por algum tempo.
Mas é importante diferenciar, porque às vezes os animais têm o hábito de montar uns nos outros, não por questões sexuais. É apenas a linguagem comportamental para estabelecimento da hierarquia dentro de um  grupo”.
 

 

 

 

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