"Não se pode fazer restrição, e sim reeducação alimentar", diz especialista

A OMS aponta que, no Brasil, 7,3% das crianças menores de cinco anos estão acima do peso. Atividades como natação, jogos e brincadeiras, aliadas à boa alimentação, ajudam na luta contra a obesidade infantil

Por Lia Rodrigues

A faixa etária de sete a nove anos de idade é uma das mais críticas para o desenvolvimento da obesidade infantil. A informação é da publicação Obesidade na infância e adolescência - Manual de Orientação, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Segundo o material, uma das abordagens do tratamento da doença é o incentivo à prática de atividades físicas com o suporte de um educador físico.

Segundo o material, o exercício deve ser parte da rotina da criança desde seus primeiros anos de vida, pois a redução do sedentarismo ajuda a manter o peso ideal. A recomendação é de que crianças em idade escolar façam, pelo menos, uma hora diária de atividade física e que atividades sedentárias, como videogame e computador, ocupem, no máximo, duas horas do cotidiano infantil.

A alimentação, um dos meios para combater a obesidade, requer atenção. Produtos ultraprocessados devem ser evitados: o ideal é que no cardápio dos pequenos e das pequenas estejam frutas, verduras e cereais. “No caso dos recheados, sugiro [como substituição] biscoitos e cookies integrais”, diz a nutricionista Tatiara Monção. Para os nuggets, a dica da especialista é que eles sejam feitos em casa, empanados com farinha de aveia e assados ao forno. “Não se pode fazer restrição, e sim reeducação alimentar”, afirma.

OBESIDADE EXÓGENA
Entre os fatores que ocasionam a obesidade exógena (causada por fatores externos, como o excesso de comida), estão o desmame precoce, a oferta de alimentos complementares inapropriados e os distúrbios alimentares. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que, no Brasil, 7,3% das crianças menores de cinco anos estão acima do peso. “Muitos pais ligam [a obesidade infantil] somente à genética e falam ‘somos gordinhos, ele puxou a nós’. Isso não é verdade. O maior fator é o estilo de vida somado à má alimentação”, explica Tatiara. De acordo com a profissional, entre os perigos decorrentes dos quilos a mais nas crianças, estão a diabetes tipo 2, a hipertensão, o cansaço e o crescimento acelerado.

Tecnologia a favor da educação

As plataformas tecnológicas estão, cada vez mais, sendo incorporadas no dia a dia e na educação de crianças. Segundo psicopedagogos, porém, é necessário que pais, educadores e responsáveis acompanhem os pequenos e as pequenas e fiquem atentos à excessiva utilização

Por Diuliano de Freitas

Com o crescente número de aplicativos e o surgimento de novas plataformas virtuais, o uso do aparato digital ficou mais frequente entre crianças. A tecnologia mobile – formato na última década comum no dia a dia de boa parte da população brasileira e que possibilita versões de programas para dispositivos móveis, como smartphones e tablets – trouxe maneiras de ajudar no aprendizado e na educação intelectual daqueles que estão sendo preparados para a vida adulta.


A utilização do mecanismo, porém, desperta, segundo especialistas, a necessidade de acompanhamento dos pais e educadores, a fim de que a incorporação dessa prática não gere efeitos negativos. Psicopedagogos acreditam que o equilíbrio pode ser uma das alternativas para esse controle e umas das maneiras de propiciar os benefícios a que essas inovações propõem-se. Para a psicopedagoga Roseanne Fraga, a tecnologia pode ser um instrumento educativo e cultural e os pais são os principais responsáveis por incentivar, nos pequenos e nas pequenas, o hábito de aprender através desses recursos.
“As novas plataformas podem não ser uma solução mágica para modificar a relação pedagógica, mas facilitam muito em pesquisas e estudos para o aprendizado. Aplicativos disponíveis gratuitamente facilitam o processo educacional e intelectual das crianças, e os pais, principalmente, precisam incentivar os filhos que ainda estão aprendendo o sentido da vida”, comenta Roseanne.


Os benefícios do uso vão desde o aprendizado de forma lúdica à absorção de regras necessárias ao convívio social. Estudiosos acreditam, por exemplo, que os critérios que a criança aprende antes de iniciar uma fase de um jogo virtual podem ser replicados em suas relações familiares e escolares. Possíveis impactos na autoconfiança dos pequenos e das pequenas são, de acordo com experts, mais uma característica positiva do uso da tecnologia, pois, quando a criança descobre algo que para ela é interessante e consegue compartilhá-lo claramente com outras pessoas, ela tende a acreditar ser influente.
Crianças com necessidades especiais também podem usar a tecnologia para o desenvolvimento intelectual, que, se aplicada corretamente, faz com que o processo de aprendizagem desenvolva-se à medida que a criança for crescendo. Segundo a psicóloga Virginia Uchôa, o papel dos educadores, sejam eles pais, professores ou cuidadores que atendem determinada criança com cuidados especiais, é unir educação e tecnologia de forma inclusiva, dando mais autonomia e liberdade para pequenos.


“As novas tecnologias acabam auxiliando no processo de aprendizagem dessas crianças. Atualmente, temos os mais variados recursos tecnológicos com plataformas, aplicativos e serviços de ensino, e dia após dia isso vai melhorando na educação especial. Para crianças com autismo, por exemplo, algumas plataformas auxiliam no aprendizado, já que essas [crianças] têm mais dificuldade em realizar interações com outros indivíduos”, explica Virginia.
A psicóloga ressalta ainda que o uso tecnológico para o aprendizado e desenvolvimento intelectual precisa ser realizado em conjunto ao ensino tradicional para promover a inclusão no convívio educacional. Os tipos de dispositivos e plataformas podem simplificar as interações, aprendizado, autonomia, liberdade, mobilidade e qualidade, além de colaborar no progresso escolar e na motivação desses alunos. 

Regras
Confira três ações que podem dar resultado.
1. Para que se tenha um controle do uso feito pelas crianças, é importante que os pais tenham consciência se o uso está sendo excessivo.
2. É recomendado também que se mantenha o diálogo com os filhos sobre o assunto.
3. Criar regras que sejam para os filhos e para os pais, como evitar o uso de celular durante as refeições e nos momentos de lazer com a família, é também uma alternativa interessante a seguir.

Festa com identidade

Para acertar na escolha do tema, o ideal é levar em consideração as preferências do aniversariante, que podem mudar de acordo com a faixa etária

Durante o planejamento da festa de aniversário dos filhos e filhas, uma das principais dúvidas dos pais é o tema. As opções são muitas, desde clássicos como princesas e super-heróis às mais modernas, como as inspiradas em desenhos e filmes do momento. Mas atenção: para a escolha, é importante que exista consenso. Os pais devem pensar a partir do que pequenos e pequenas gostam e das coisas com que se identificam.

“Escolha o tema que vai trazer a sensação de felicidade, que deixe seu filho alegre, que os pais possam entrar na junto na brincadeira, sonhar e curtir esse momento inesquecível”, defende Michelly Camelo, cerimonialista da Kriative Cerimonial. A especialista explica que “nas festas de primeiro ano, as tendências são temas lúdicos, com muitas cores e uma boa identidade visual, assim como temas que a criança não vai querer repetir quando crescer”.

Micilene Misquita, decoradora do Buffet Cata-Vento, explica que, para as festas de um a dois anos, os temas com mais saída são fazendinha, jardim, safári, carrossel, chuva de amor e fábrica de brinquedos. “Até os dez anos, os temas mais comuns são bailarina, princesas da Disney, a própria criança no mundo dos brinquedos, games e lego”, afirma.

Michelly destaca também que, a partir dos três anos, já é possível perceber as preferências dos pequenos e das pequenas e os desenhos animados ganham destaque. “As músicas e as historinhas vão fazendo parte do mundo da criança e, nessa idade, os pais procuram seguir o que faz o filho sorrir”, explica.

 

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